Vida longa a nós todos!

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Pensar em viver mais nos leva a discutir um assunto muito importante: A Saúde Mental. A ideia de uma vida longa sem a autonomia que uma mente saudável nos proporciona parece não combinar.

Como um dos pilares da medicina do estilo de vida, uma mente saudável fundamenta outras questões importantes para uma melhor qualidade de vida.

Hábitos alimentares pouco saudáveis, níveis inadequados de atividade física e o sedentarismo formam uma tríade de fatores de risco para o desenvolvimento das principais doenças crônicas não transmissíveis.

Como isso pode afetar a nossa mente?

Neste mês a revista Nutrients publicou um artigo que relacionou os efeitos da ingestão calórica, o gasto energético total, composição e insatisfação com a imagem corporal, com a idade e a percepção de cada indivíduo sobre saúde e qualidade de vida.

Realizado com atletas seniores, 55 fisicamente ativos e 61 sedentários com idade de 55 a 84 anos, a pergunta principal do estudo era saber como o avanço da idade, as alterações nos níveis de gasto energético por meio da atividade física poderia impactar a percepção da imagem corporal e assim, a saúde mental.

Uma questão interessante que emergiu neste estudo foi o fato de as pessoas mais velhas apresentarem uma percepção mais positiva sobre saúde mental que mais novos, independente das questões relacionadas às atividades cotidianas e saúde física.

A saúde mental e a participação social podem ser os maiores influenciadores em relação à qualidade de vida.

As mudanças na composição corporal e alterações balanço energético total, geram insatisfação com a imagem corporal o que afeta a percepção de qualidade de vida, portanto, uma alimentação adequada, prática de atividade física ao longo da vida são imprescindíveis para um envelhecimento saudável.

Contra intuitivamente, a melhor percepção da saúde mental pelos mais velhos, aponta uma “tendência paradoxal” que alguns pesquisadores propõem como resultado da maturidade, seletividade sócio emocional, maior resiliência e capacidade em lidar com as emoções e com decisões difíceis.

O nosso desafio é compreender os determinantes da saúde e da qualidade de vida no envelhecimento e os mecanismos que o traduz, integra-los e proporcionar uma melhor qualidade de vida para a nossa população.

Associando todas estas questões em seus pilares, mais uma vez a medicina do estilo de vida se mostra como ferramenta fundamental em função da longevidade.

Se vamos viver mais que seja uma vida plena em sua integralidade!

 

 

Referências bibliográficas:

Condello, G.; et al. Energy Balance and Active Lifestyle: Potential Mediators of Health and Quality of Life Perception in Aging. Nutrients 2019, 11, 2122; doi:10.3390/nu11092122.

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