Dieta vegetariana, vegana, flexitariana e plant based diet: você sabe a diferença?

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Rotineiramente, utilizamos aqui no portal termos como vegetarianismo, dieta flexitariana, plant based diet e veganismo. Mas você sabe a diferença?

Talvez você tenha ouvido que alguém é vegetariano e a primeira coisa que muitos pensam é que esse indivíduo come muita salada! Ou ainda, que vegano talvez seja um outro nome para essa pessoa. Mas ser vegetariano não tem nada a ver com comer muita ou pouca salada. É por isso que vamos explicar não somente o que é ser vegetariano, como também os tipos diferentes de dietas vegetarianas e que o mais recente termo “whole plant based diet” não é sinônimo de veganismo.

Vegetariano ou vegano?

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) define que o vegetariano é aquele que exclui da sua alimentação todos os tipos de carnes, as brancas, as vermelhas e as de qualquer outra cor, os seus derivados (salame, por exemplo), podendo ou não consumir laticínios ou ovos. Além disso o veganismo, além de não ingerir nenhum tipo de alimento de origem animal, também não utiliza produtos oriundos do reino animal para nenhum fim, ou seja, indo além da alimentação e abrangendo a higiene, o vestuário e outras áreas.

 

Por que uma pessoa se torna vegetariana?

Por diversos motivos. Em resumo, temos três princípios.

  • Ética: os animais teriam o mesmo direito à vida e à proteção contra o sofrimento que os seres humanos;
  • Saúde: inúmeros estudos científicos demonstram que uma alimentação sem carne traz benefícios e tanto o posicionamento da Academy of Nutrition and Dietetics (AND) quanto o parecer oficial Conselho Regional de Nutricionistas (CRN-3 SP/MS) corroboram que uma dieta vegetariana, quando bem planejada, é considerada apropriada e possibilita o crescimento em todas as fases do ciclo da vida, incluindo gravidez, lactação, infância, adolescência, idade adulta, idosos e atletas;
  • Ambiental: existe a consciência de que a criação industrial de animais traz um impacto ambiental negativo; e atualmente, segundo o relatório “Food in the Anthropocene: the EAT–Lancet Commission on healthy diets from sustainable food systems” publicado no periódico The Lancet, uma dieta saudável e sustentável seria rica em alimentos de origem vegetal e pequenas quantidades de alimentos de origem animal, por exemplo.
Os tipos diferentes de dietas vegetarianas:

Pela SVB, temos cinco denominações:

Tipo de Dieta Alimentos Utilizados
Vegetarianismo Exclui todos os tipos de carnes, aves, peixes, podendo ou não incluir ovos ou laticínios e seus produtos.
Ovolactovegetarianismo Utiliza ovos, leite e laticínios na alimentação.
Lactovegetarianismo Não utiliza ovos, mas faz uso de leite e laticínios.
Ovovegetarianismo Não utiliza laticínio, mas consome ovos.
Vegetarianismo Estrito Não utiliza nenhum derivado animal na sua alimentação.
Vegano Indivíduo vegetariano estrito que recusa o uso de componentes animais, como vestimentas de couro, lã e seda, assim como produtos testados em animais.

 

“Plant Based Diet” x dieta flexitariana

Plant based diet, constitui-se na alimentação baseada em plantas, enfatizando o consumo de frutas, vegetais e grãos integrais, evitando (ou pelo menos, minimizando) a ingestão de produtos de origem animal, açúcar refinado e alimentos processados. Por isso, um vegetariano pode se enquadrar como plant-based, mas não necessariamente todo adepto da dieta plant-based será vegetariano.

Já a dieta flexitariana, reduz o consumo de produtos de origem animal, embora, esporadicamente (e em proporções reduzidas do que o habitual) inclui alimentos de origem animal, como ovos, peixes, carne vermelha e produtos lácteo. Sendo assim, a prioridade nessa alimentação é o consumo de alimentos de origem vegetal, principalmente as frutas, verduras e legumes.

Referências bibliográficas:

Tuso, P. J.; Ismail, M. H.; Há, B. P.; Bartolotto, C. Nutritional Update for Physicians: Plant-Based Diets. The Permanente Journal/ Spring 2013/ Volume 17, No. 2.

Sociedade Brasileira vegetariana. Guia alimentar de dietas vegetarianas para adultos. Departamento de Medicina e Nutrição, 2012.

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