Síndrome do Ovário Policístico: como os probióticos e simbióticos podem ajudar no quadro

0
476
Síndrome do Ovário Policístico

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é caracterizada por hiperandrogenismo (condição em que ocorre o excesso de andrógenos como a testosterona), irregularidade no ciclo menstrual/ausência de ovulação e aumento no volume ovariano com a presença de cistos.

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo),  a doença é uma das alterações endócrinas que mais afetam a população feminina no período reprodutivo. De fato, a SOP atinge entre 6 e 16% de mulheres no mundo todo, algo em torno de 116 milhões de pacientes, o que corresponde a 3,4% da população global. Ou seja, pensar em diferentes formas de tratamento é, de fato, essencial para melhorar a qualidade de vida das mulheres.

Nesse contexto, um artigo publicado em maio deste ano na prestigiada revista European Journal of Nutrition lançou luz sobre o papel dos probióticos e simbióticos (que combinam probióticos  e prebióticos) nos parâmetros metabólicos, hormonais e inflamatórios da SOP.

Após análise de dados de 587 pacientes que foram submetidas a ensaios clínicos randomizados, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a administração de probiótico/simbiótico pode causar uma melhora significativa na taxa de glicose plasmática de jejum, na insulina plasmática em jejum, no HOMA-IR (secreção de insulina) e no Índice de Massa Corporal, fatores associados à síndrome.

Também foi verificada modificação nos triglicerídeos, na testosterona sérica, na proteína-C-reativa, no óxido nítrico, na capacidade antioxidante total, na glutationa total e no malondialdeído – marcadores importantes de inflamação e de redução de processos oxidativos do organismo.

Nos grupos que receberam os probióticos, houve uma redução maior de glicose em jejum. Já os simbióticos resultaram em uma diminuição mais pronunciada da insulina de jejum.

De acordo com a revisão, as mulheres que foram submetidas a 12 semanas de terapia tiveram melhores resultados que as do grupo de 8 semanas. Dessa forma, inserir essa categoria de nutrientes no plano alimentar de forma consistente pode contribuir para a melhora do quadro da SOP, incluindo, na fertilidade, que pode ser afetada com a doença.

E se você quer saber mais sobre o papel dos probióticos na saúde? Confira nossos artigos anteriores sobre o assunto: https://www.carolinapimentel.com.br/?s=probi%C3%B3tico

Referências bibliográficas:

Cozzolino, M., Vitagliano, A., Pellegrini, L. et al. Therapy with probiotics and synbiotics for polycystic ovarian syndrome: a systematic review and meta-analysis. Eur J Nutr 59, 2841–2856, 2020.

ROSA-E-SILVA, A. C. J. DE S. Conceito, epidemiologia e fisiopatologia aplicada à prática clínica. Femina, Publicação oficial da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia Volume 47, Número 9, 2019.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, digite seu nome