Publicação Internacional: Risco cardiovascular e concentração de BDNF em vegetarianos na cidade de São Paulo – SP

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Estamos imensamente felizes por podermos compartilhar mais uma publicação em uma revista internacional.

Trata-se do resultado da minha tese de doutorado que defendi, na Faculdade de Saúde Pública, sob orientação da professora Dra. Sônia Tucunduva Philippi e co-orientação da professora Elizabeth Teodorov.

Neste artigo, que foi publicado esta semana na revista “Journal of Cardiology & Current Research”,  avaliamos a relação entre o risco cardiovascular e a concentração de Fator Neurotrófico Derivado do Encéfalo (BDNF) em indivíduos vegetarianos comparado aos onívoros.

De forma geral, o BDNF é uma proteína básica, membro da família das neurotrofinas e que exerce uma função fundamental na neurobiologia, pois interfere de forma positiva na neuroplasticidade cerebral e em particular, na sobrevivência, diferenciação e proliferação dos neurônios, influenciando a aprendizagem, memória, humor e responsividade ao estresse.

Isso porque, estudos demonstram que a dieta vegetariana pode exercer importante papel, modulando parâmetros bioquímicos importantes relacionados a tais doenças.

O estudo, de desenho transversal, incluiu 96 indivíduos (56 vegetarianos e 40 onívoros), na cidade de São Paulo. Foram avaliados o estado nutricional (peso, circunferência da cintura e índice de massa corporal), parâmetros bioquímicos (glicemia de jejum, insulina, colesterol total e frações) e perfil biomolecular (BDNF)

Os resultados mostraram que quando comparados aos onívoros, os vegetarianos apresentam menor peso corporal (p=0,032), menor IMC (p<0,001), menores valores de CC (p=0,003), menor glicemia (p=0,004) e HOMA-IR (p=0,021) e maior concentração de HDL-c (p=0,008).

Em relação ao risco cardiovascular, os vegetarianos apresentam menores índices de Castelli 1 (p=0,001), bem como 17 vezes mais chances de obter o índice dentro dos valores de normalidade. Não houve diferença entre as médias de BDNF entre vegetarianos e onívoros, no entanto, indivíduos com maiores concentração de BDNF têm maior risco em apresentar redução de HDL-c.

Portanto, os dados encontrados nesse estudo apontam que a dieta vegetariana está associada a melhores parâmetros relacionados aos fatores de risco para doenças cardiovasculares, exercendo assim, um papel protetor no desenvolvimento de DCV. Em relação a expressão de BDNF e o padrão de dieta, não foram encontrados resultados estatisticamente significativos. A maior concentração de BDNF nos indivíduos com menores valores de HDL-c pode ser devido a uma resposta adaptativa ao dano oxidativo.

 

E se você quer acessar o conteúdo na íntegra, é só conferir no link abaixo. Boa leitura!

https://medcraveonline.com/JCCR/JCCR-12-00457.pdf

 

 

Referências bibliográficas:

PIMENTEL, C. V. DE M. B.; TEODOROV, E.; SIMOMURA, V. L.; ROGERO, M. M.; PHILIPPI, S. T. Cardiovascular risk and BDNF concentration in vegetarians in the city of São Paulo – SP. J Cardiol Curr Res. 2019;12(6):142‒149.

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