Proteínas: como avaliar e classificar?

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Você sabe sobre a qualidade e os benefícios da proteína vegetal??

Constantemente estamos falando de dietas vegetarianas e plant based diet, por isso, é essencial entendermos como fica o consumo de proteínas nessas dietas.

Mas, você sabe quais são as proteínas em dietas plant based? E quais são as novas tendências?

Bom, para começarmos nossa conversa, primeiro, é importante entender que as proteínas são o principal componente estrutural e funcional de todas as células do organismo, portanto, são essenciais para nosso desenvolvimento e manutenção da nossa saúde.

E como avaliamos as proteínas?

Desde 1989, era utilizado o método de Digestibilidade de Proteínas Corrigida para Escore de Aminoácidos (Protein digestibility-corrected amino acid score – PDCAAS). Esse método sugere como padrão de referência (exceto substitutos do leite materno) as necessidades de aminoácidos essenciais para crianças de 2 a 5 anos. Além disso, considera a capacidade da proteína de fornecer aminoácidos nas quantidades necessárias ao organismo humano para crescimento e manutenção.

No entanto, em vista das deficiências relacionadas ao método PDCAAS foi recomendado por meio de uma nova consulta especializada da FAO / OMS, que uma nova avaliação da qualidade da proteína fosse realizada e sugerir revisões apropriadas e/ou a adoção de um ensaio biológico que seria aplicável a toda a gama de alimentos utilizados em dietas humanas.

Isso porque, é importante ter informações precisas sobre as quantidades de aminoácidos digeridos ou biodisponíveis em alimentos e proteínas, por isso, os aminoácidos devem ser tratados como nutrientes individuais. É fácil entender quando pensamentos em gorduras, por exemplo, é muito mais importante saber o tipo de gordura (insaturada ou saturada) presente no alimento, do que o conteúdo total. Com as proteínas, a mesma coisa, é mais relevante saber quais os aminoácidos essenciais que esse alimento contém do que a quantidade de proteína bruta.

Atualmente, o método mais utilizado e recomendado para avaliação das proteínas é o DIAAS (Digestible Indispensable Amino Acid Score – DIAAS) que significa “Escore de Aminoácidos Indispensáveis Digestíveis”. Esse método permite o cálculo dos aminoácidos individualmente e fornece uma informação mais precisa da quantidade de aminoácidos absorvidos pelo corpo, principalmente porque considera amostras do intestino, local em que os aminoácidos são absorvidos.

Entre as principais aplicações desse método, estão:

Atender às necessidades de proteína de qualidade, pois os seres humanos consomem proteínas de fontes variadas de proteína;

  • Documentar o benefício adicional de fontes individuais de proteína com pontuações mais altas em complementar as proteínas menos nutritivas;
  • Para fins de regulamentação, classificar e monitorar a adequação proteica de alimentos e produtos alimentícios vendidos aos consumidores.

Sendo assim, essa informação orienta a escolha dos alimentos que devem fazer parte de uma dieta, considerando também, as fontes alimentares de proteínas.

Segundo o método DIAAS, as proteínas são classificadas, portanto, segundo escores:
  • > 100 – excelente fonte de proteína
  • Score entre 75 a 100: boa fonte de proteína.

Nesta última classificação, nutricionalmente, é necessário realizar a busca por fontes “complementares” de aminoácidos, ou seja, combinar proteínas complementares, para aumentar a qualidade geral da proteína a ser consumida. Por exemplo, arroz com feijão.

E pensando nas proteínas plant based, quais seriam excelentes fontes, segundo o método DIAAS?

Entre os alimentos considerados excelentes fontes, estão a castanha de caju, o pistache, o feijão, a soja, o tofu, a quinoa, o grão de bico. Considerados boas fontes de proteína, estão a linhaça, o pinhão, o cacau, a lentilha, o amendoim e o edamame, por exemplo.

Apesar das limitações nutricionais apresentadas pelas proteínas vegetais, em uma dieta normal há ingestão de vários tipos de alimentos que colaboram com um efeito complementar em relação a esses aminoácidos essenciais, por exemplo: o nosso clássico arroz com feijão.  Além disso, ainda é possível a suplementação om aminoácidos limitantes e até mesmo, a utilização de técnicas de biologia molecular para o melhoramento genético.

E quais são as tendências de proteína em uma dieta plant-based? Confira a continuação do tema no artigo abaixo:

 

Referências bibliográficas:

Biodisponibilidade de nutrientes / Silvia M. Franciscato Cozzolino [organizadora]. 5. ed. rev. e atual. — Barueri, SP: Manole, 2016. ISBN 978-85-204-4136-7

Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia / Sandra Maria Chemin Seabra da Silva, Joana D’Arc Pereira Mura. – São Paulo : Roca, 2007. ISBN 978-85-7241-678-8

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