Probióticos e seu papel na imunidade

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Já falamos aqui sobre o efeito de diversos compostos bioativos em nossa imunidade. Hoje iremos explorar mais a fundo o papel dos probióticos.

Em 2001, o grupo de probióticos foi redefinido pela FAO e OMS como “micro organismos vivos que quando administrados em quantidades adequadas conferem benefícios à saúde do hospedeiro). Nos últimos 20 anos, a pesquisa referente à esse composto progrediu consideravelmente com avanços na seleção, caracterização de culturas probióticas e na fundamentação de alegações de saúde relacionadas ao seu consumo.

Primeiramente é importante lembrar que existe uma série de fatores que podem interferir na função imunológica de uma pessoa, por exemplo, genética, estilo de vida, higiene e calendário vacinal, e esses fatores também podem afetar a microbiota intestinal. Uma microbiota inadequada (disbiose) pode causar desequilíbrio imunológico por meio de alterações em mecanismos reguladores, resultando em uma maior suscetibilidade a infecções.

Os probióticos podem atuar em diversos locais do organismo, como boca, trato gastrointestinal, trato gastrorespiratório, trato urinário e pele. No entanto, o ponto principal a ser ressaltado no uso de probióticos é a melhoria da saúde e a prevenção e proteção desses indivíduos a uma série de doenças. Os principais benefícios indicados em estudos estão relacionados ao tratamento e prevenção da diarreia, redução da intolerância à lactose, diminuição das complicações pós operatórias,  redução dos sintomas da síndrome do intestino irritável e na prevenção de doenças inflamatórias intestinais.

Baseando-se em evidências científicas, é seguro dizer que a ausência da microbiota normal afeta a situação de desequilíbrio imunológico, e que a utilização de bactérias probióticas específica pode equilibrar a microbiota intestinal, e assim estimular o sistema imunológico e as atividades imunomoduladoras. Esse processo tem se mostrado uma estratégia interessante nos extremos da vida (infância e terceira idade), atuando no fortalecimento de defesas naturais do organismo, que são fisiologicamente comprometidas pelo fator idade.

Muitas cepas probióticas já tiveram seu efeito imunomodulador comprovado cientificamente. Indivíduos idosos que consumiram uma combinação de probióticos tiveram menos infecções respiratórias comuns, do que aqueles que não receberam (Paineau et al., 2008)

Os alimentos fontes de probióticos são os iogurtes e os leites fermentados. Alguns queijos nos EUA são adicionados de próbioticos, mas não é uma prática comum no Brasil. Os suplementos probióticos são encontrados em formas de cápsulas ou pó entre 1 a 4 cepas diferentes e são regulamentadas pela ANVISA. Portanto o consumo de alimentos fontes de probióticos ou a suplementação tem importante desfecho na saúde humana desde os primeiros dias de vida beneficiando todos as faixas etárias.

 

Referências bibliográficas:

Oliveira, B.C.G.; Pimentel, C. V. de M. B.; Simomura, V. L.; Probióticos In: Pimentel, C. V. de M. B.; Elias, M. F.; Philippi, S. T. Alimentos funcionais e compostos bioativos.1ª. ed. Barueri (SP): Manole, 2019

Barreto, B.A.P.; Moura, C.A.F; Imunidade In: Pimentel, C. V. de M. B.; Elias, M. F.; Philippi, S. T. Alimentos funcionais e compostos bioativos.1ª. ed. Barueri (SP): Manole, 2019

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