Otimismo e relacionamentos: benefícios para a saúde mental.

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Otimismo e cultivar relacionamentos sociais diminuem o risco de doenças mentais, como depressão e transtornos de humor.

Em tempos em que a vida é tão corrida e não temos tempo para paramos para analisar nossas ações, entender componentes essenciais para nossa saúde mental é fundamental.

Por isso, hoje vamos falar de dois aspectos importantes para a medicina do estilo de vida: o otimismo e os relacionamentos. Mas… o que isso tem a ver com saúde? Tudo!!

Muitos estudos têm sido realizados sobre a eficácia do otimismo como um fenômeno psicológico. Isso por que, as expectativas positivas e negativas em relação ao futuro são importantes para compreender transtornos de humor, ansiedade, até mesmo, doença física.

Pessoas otimistas são capazes de utilizar estratégias específicas de enfrentamento para diferentes situações, exercendo assim, uma influência indireta também sobre a qualidade de vida. Por isso, existem evidências de que pessoas otimistas apresentam uma qualidade de vida maior em comparação àquelas com baixos níveis de otimismo ou mesmo pessimistas.

Além disso, o otimismo pode influenciar o bem-estar mental e físico, através da promoção de um estilo de vida saudável e de comportamentos adaptativos, associados a maior flexibilidade, maior capacidade de resolução de problemas e elaboração mais eficiente de informações negativas.

As expectativas positivas e negativas em relação ao futuro são importantes para entender a suscetibilidade aos transtornos mentais, em particular os transtornos do humor. Estudos recentes encontraram uma correlação inversa entre otimismo e sintomas depressivos, e também entre otimismo e ideação suicida, ou seja, quanto mais uma pessoa é otimista, menor a chance de sintomas depressivos e ideias suicidas.

E como seria uma forma de “estimular” o otimismo? Usar táticas de enfrentamento das situações e saber adaptar os objetivos pessoais parece ser um caminho viável.

E se ser otimista é fundamental para o cuidado com a saúde mental, os relacionamentos também caminham juntos.

Isso porque, as relações sociais, tanto no que se refere a quantidade, como qualidade, afetam a saúde mental, a saúde física e o risco de mortalidade.

Estudos mostram que as relações sociais têm efeitos de curto e longo prazo na saúde, para o bem e para o mal, e que esses efeitos surgem na infância e continuam ao longo da vida, para promover uma vantagem ou desvantagem cumulativa na saúde.

E o que explica os relacionamentos sociais beneficiar a saúde?

A evidência científica mais forte vem de estudos prospectivos de mortalidade entre as nações industrializadas.

Esses estudos mostram que os indivíduos com um menor nível de envolvimento em relacionamentos sociais têm maior probabilidade de morrer quando comparados com aqueles com maior envolvimento.

Ainda na década de 1970, Berkman e Syme (1979) mostraram que o risco de mortalidade entre homens e mulheres com o menor número de laços sociais era mais que o dobro do risco para adultos com laços sociais mais importantes. E esse resultado se manteve mesmo considerando status socioeconômico, comportamentos de saúde e outras variáveis ​​que poderiam influenciar a mortalidade.

Um outro estudo, publicado por Brummett e colaboradores (2001) descobriram que adultos com doença arterial coronariana, aqueles que eram socialmente isolados tinham um risco de morte cardíaca subsequente 2,4 vezes maior do que aqueles que tinham mais conexões sociais.

Interessante, não?!

Isso nos leva a pensar que se manter otimista e preservar os bons relacionamentos são fatores protetores da nossa saúde, tanto física quanto mental.

Portanto, vamos pensar no que podemos fazer para mudarmos nossos pensamentos e nossas relações…

 

Referências bibliográficas:

Umberson, D.; Montez, J. K. Social Relationships and Health: A Flashpoint for Health Policy. J Health Soc Behav. 2010; 51(Suppl): S54–S66.

Conversano C, Rotondo A, Lensi E, Della Vista O, Arpone F, Reda MA. Optimism and its impact on mental and physical well-being. Clin Pract Epidemiol Ment Health. 2010;6:25–29. Published 2010 May 14. doi:10.2174/1745017901006010025

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