Oncologia e nutrição: o papel da alimentação contra o câncer

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Outubro chegou nos lembrando da importância do autocuidado na saúde da mulher e também da conscientização sobre a prevenção à doença que é uma das principais causas de morte em todo o mundo: o câncer.

De fato, só em 2018, mais de 1,7 milhão de pessoas foram diagnosticadas com a enfermidade e mais de 600 mil morreram em decorrência dela.

De 1999 a 2015, a incidência geral de câncer diminuiu em apenas 2,2% nos homens e permaneceu estável nas mulheres, enquanto a taxa de mortalidade para ambos diminuiu 1,8% e 1,4%, respectivamente. Um quadro bem desanimador, não é?!

De forma geral, esses pequenos avanços podem ser atribuídos a melhorias nas terapias e detecção da doença; no entanto, a grande pergunta que fica é: será que poderíamos ter números melhores se os efeitos da dieta sobre o câncer fossem considerados?

Na última década, tem aumentado o interesse dos pesquisadores na relação entre a alimentação e a enfermidade e, por isso, intervenções nutricionais e dietéticas estão sendo exploradas para melhorar o curso da doença e até mesmo, evitar a sua reincidência.

Entre os padrões de dieta estudados, estão:

  • Dietas vegana e vegetariana: de forma geral, parecem oferecer uma variedade de benefícios à saúde. Em relação a câncer, embora ainda sejam necessários mais estudos, os dados sugerem que esse tipo de alimentação poderia reduzir de 10% a 12% no risco geral de incidência. 
  • Dieta tradicional japonesa: é caracterizada por uma baixa ingestão de gorduras, óleos e ômega 6, além de alta ingestão de ômega 3, estimula o consumo de vegetais, fibras, chá verde e produtos de soja. Juntos, esses componentes, em sua maioria antioxidantes, poderiam contribuir para diminuir as chances do surgimento da doença.
  • Dieta do mediterrâneo: é baseada no consumo de alimentos naturais como frutas, legumes, azeite, grãos integrais, leite e queijo, além da redução de carnes vermelhas. Pesquisas apontam que poderia resultar em controle de inflamações e oxidações, neutralização de agentes potencialmente carcinógenos no trato gastrointestinal e ter outros efeitos contra o crescimento ou disseminação de tumores. Os supostos benefícios oncológicos desse padrão estariam associados a um resultado cumulativo dos alimentos ingeridos.

Sendo o câncer uma doença extremamente complexa, certamente ainda há muito o que se estudar para finalmente vencermos essa batalha. Mas certamente a terapia nutricional pode ajudar e muito dentro de um plano de tratamento multidisciplinar.

Referências bibliográficas:

GRAY, A.; DANG, B. N.; MOORE, T. B.; CLEMENS, R.; PRESSMAN, P. A review of nutrition and dietary interventions in oncology. SAGE Open Medicine, volume 8: 1–16, 2020.

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