O que diz nossa localização geográfica sobre a pandemia?

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Há um tempo atrás falamos sobre as blue zones e no artigo pudemos entender melhor o que diferencia alguns locais do mundo em termos de qualidade de vida e longevidade. Mas, será que o local que moramos está relacionado com a situação que vivemos atualmente (a pandemia do COVID-19)?

Segundo um artigo publicado pelo Dr. Allen Weiss, Diretor Médico do Projeto Nacional de Zonas Azuis, sim! Sugerindo que a genética não é a principal responsável pela suscetibilidade ao COVID-19, mas sim, os fatores não genéticos para saúde e bem-estar, podem melhorar o estado de saúde.

Segundo o mesmo, três questões prevalentes sobre o estilo de vida na sociedade americana comprometem o sistema pulmonar dos indivíduos: obesidade, uso de tabaco e comportamento sedentário.

Ainda, alguns fatores adicionais são apontados, tais como: estresse, a alta densidade populacional, o excesso de obesidade, as taxas de tabagismo, o abuso de drogas e a falta de acesso à assistência médica contribuem para a transmissão rápida do COVID-19 e a alta prevalência e aumento da mortalidade em comunidades marginalizadas.

Hábitos como o sedentarismo, pode aumentar a hospitalização relacionada à influenza em até 7%. Esse dado tem maior peso quando considera-se que apenas 35% das pessoas com mais de 65 anos são fisicamente ativas. O exercício moderado aumenta a função imunológica e fortalece os sistemas cardiovascular e pulmonar. Um estudo randomizado de pessoas com mais de 50 anos matriculadas em um programa de exercícios teve 35% menos episódios de gripes e resfriados e 47% menos dias doentes.

Paralelamente, durante o surto de H1N1 em 2009, 61% das pessoas que morreram eram obesas com um índice de massa corporal (IMC) maior que 30, o que indica que a obesidade pode ser um fator de risco para as doenças pulmonares.

Nesse sentido, prevenir a obesidade, cessar os produtos de tabaco e aumentar a atividade física são objetivos positivos individuais e da comunidade, mesmo em tempos normais.

Portanto, entre tantos ensinamentos que vamos adquirir com este cenário, o COVID-19 deve motivar a população em geral a adotar a saúde e o bem-estar em geral, sobretudo porque a diminuição da carga de doenças agora aumenta nossa capacidade coletiva de repelir eventos futuros e melhorar a qualidade de vida.

 

Referências bibliográficas:

Weis, A. Why COVID-19 Hits Some People and Places Differently. Disponível em: https://www.bluezones.com/2020/05/why-covid-19-hits-some-people-and-places-differently/?utm_source=BLUE+ZONES+Newsletter&utm_campaign=a8962c4dc0-MAY-2020-2&utm_medium=email&utm_term=0_9642311849-a8962c4dc0-199554673&mc_cid=a8962c4dc0&mc_eid=f8b84bce10 

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