O poder das conexões na luta contra o câncer e as doenças cardiovasculares

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Na semana passada, falamos como as conexões sociais podem ajudar em casos de obesidade e também no controle da glicemia, problemas muito comuns atualmente. Mas essas relações podem também influenciar em outros aspectos da nossa saúde!

De fato, em estudos recentes sobre o controle do câncer, foi relatado pelos pacientes que a forte conexão com a família, amigos e equipe médica levaram a um desejo maior de viver.

Além disso, as evidências apontam que homens que vivem sozinhos ou apenas com mais uma pessoa apresentam um risco aumentado de mortalidade por câncer em relação a homens que vivem em famílias com pelo menos três pessoas.

Dessa forma, os cientistas sugerem que viver com pessoas, estabelecer relações profundas, interagir socialmente no dia a dia e se envolver em atividades em grupo podem desempenhar um papel importante na redução da mortalidade em pacientes com a doença.

E a oncologia não é a única que se beneficia das conexões humanas! Um importante estudo do Reino Unido revelou que as mulheres que vivem com um cônjuge ou parceiro, dentro de um relacionamento saudável, têm um menor risco de mortalidade por doença isquêmica do coração do que as que vivem sozinhas. Para chegarem a esse resultado, os pesquisadores avaliaram e compararam registros hospitalares de 734.626 mulheres de meia-idade, considerando também outros fatores que poderiam influenciar nos resultados para chegar a uma relação causal. Afinal, as doenças cardiovasculares estão no topo do ranking de mortalidade em todo o mundo.

Nesse contexto, em um artigo recente sobre Cardiologia Comportamental, foram  identificados comportamentos que são fatores de risco para doenças cardiovasculares, relacionando 5 categorias principais: comportamentos de saúde física, emoções negativas, estresse crônico, isolamento social e baixo suporte social e falta de senso de propósito. Portanto, para o autor, quanto maior o apoio social, menor a probabilidade de um resultado cardíaco adverso para o paciente.

Ou seja, a correlação entre as conexões e a saúde fica cada vez mais clara para a ciência, ainda que mais pesquisas sejam necessárias para compreender as especificidades e os detalhes das relações saudáveis.

Contudo, o que se sabe é: recomenda-se conectar-se com amigos, familiares ou pessoas com quem nos relacionamos intimamente e amorosamente ao menos uma vez por semana. E isso independe do formato: pode ser pessoalmente, por meio de um telefonema ou chamada de vídeo. Afinal, a qualidade das conexões não depende de estar em contato presencial, apenas nos fazer sentir próximos de outra pessoa. Nossa saúde agradece!

Referência bibliográfica: MARTINO, J.; PEGG, J.; FRATES, E. P. The Connection Prescription: Using the Power of Social Interactions and the Deep Desire for Connectedness to Empower Health and Wellness. American Journal of Lifestyle Medicine, 2015.

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