Minerais: você sabe a diferença?

Os minerais aminoácidos quelatados, parecem possuir melhor biodisponibilidade e tolerabilidade gastrointestinal comparada às formas inorgânicas solúveis.

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Sempre falamos por aqui a importância dos minerais para a saúde de forma geral. No entanto, além dos minerais naturalmente presentes nos alimentos, atualmente, temos uma ampla oferta sendo oferecida na forma de suplementos alimentares, para atender necessidades específicas e de acordo com prescrição e orientação de médico ou nutricionista.

A indústria oferece diversas opções e combinações de micronutrientes com fontes inorgânicas e quelatadas de minerais com preços e apresentações diferentes, gerando dúvidas no momento da compra do produto pelo consumidor e até mesmo, por parte de profissionais da saúde, frente as novidades.

Por isso, hoje vamos trazer um ponto importante desse assunto, que discutimos no artigo da Revista Nutrição em Pauta lançada essa semana, a diferença entre os minerais.

Os minerais são componentes inorgânicos encontrados na natureza, essenciais para a ocorrência de diversas reações metabólicas e fundamentais para o desenvolvimento e manutenção da saúde, pois, desempenham diversas funções no organismo.

Como sempre falamos por aqui, eles podem ser consumidos através da dieta e classificados de acordo com sua composição química: minerais inorgânicos e orgânicos.

Os inorgânicos estão ligados aos compostos iônicos ou covalentes, como óxidos, sulfatos, carbonatos, fosfatos, cloretos, entre outros, e os orgânicos ou quelatados, estão ligados geralmente a um ou mais aminoácidos formando diversas ligações covalentes.

E como isso interfere na absorção desses minerais?

De forma geral, diversos fatores, sejam eles intrínsecos ou extrínsecos, podem afetar a biodisponibilidade dos minerais, como por exemplo, fatores genéticos, estado nutricional do indivíduo, quantidade ingerida, jejum, estrutura molecular do mineral e matriz alimentar. Além disso, a resposta de absorção para o mesmo alimento ou dieta pode ser diferente para cada indivíduo.

No entanto, os minerais aminoácidos quelatados, parecem possuir melhor biodisponibilidade e tolerabilidade gastrointestinal comparada às formas inorgânicas solúveis. E uma das principais explicações de deve a sua estrutura, de baixo peso molecular, chegar intacta no lúmen intestinal, sendo melhor absorvida pelo organismo, e, não interagindo tão facilmente com outros nutrientes provenientes tanto dos alimentos como dos suplementos alimentares.

E para saber mais sobre esse assunto, não deixe de conferir o artigo na íntegra!

 

Referências bibliográficas:

Pimentel, C. V. de M. B. Minerais: Orgânicos ou Inorgânicos? Qual o mais adequado para suplementação? In: Ver Nutrição em pauta, ano 27, n. 157, agosto, 2019.

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