Método SMART: como pode ser usado para auxiliar na prescrição nutricional

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SMART

No último artigo, apresentamos os fundamentos do método SMART, cuja premissa de traçar metas factíveis de serem aplicadas na rotina pode contribuir muito para a nossa saúde. Se você não leu ou gostaria de reler, basta clicar aqui.

Hoje, nos aprofundaremos ainda mais, mostrando como os profissionais de saúde podem usar a ferramenta para estabelecer objetivos nutricionais reais junto ao paciente, dentro de prescrições para mudança de estilo de vida, confira abaixo:


S (do inglês, specific) – Metas específicas
O que deve ser consumido?
Para funcionar, é preciso ser o mais específico possível e evitar as generalizações. Por exemplo: em vez de dizer “consumir um alimento do grupo das crucíferas”, algo de difícil compreensão e que não fica na memória, diga algo mais direto como “consumir brócolis, couve-flor e nabo”.

M (do inglês, measurable) – Metas mensuráveis
Quanto deverá ser consumido?
O recomendado é prescrever tanto as unidades oficiais (grama ou ml) quanto o equivalente em medidas caseiras. Por exemplo: “consumir 90g (1 xícara de chá) de brócolis no almoço”.

A (do inglês, achievable) – Metas alcançáveis
Como o paciente se organizará para atingir as metas?
É importante saber como os objetivos serão atingidos. Perguntas como “quem irá realizar a compra dos alimentos?” e “quem irá preparar as refeições?” são essenciais para saber se o paciente conseguirá desempenhar as funções ou se organizar para isso.

R (do inglês, relevant) – Metas relevantes
Como a meta impacta o paciente?
O objetivo deve ser realista o suficiente para que o paciente possa cumprir e também relevante dentro de um plano maior. Ou seja, a preocupação não deve ser atingir a perfeição, mas sim melhorar o que é possível. Por exemplo: “aumentar em 10% o consumo diário de frutas e legumes para diminuir o colesterol”.

T (do inglês, time) – Metas temporais
É preciso estabelecer desde o início o tempo que o indivíduo irá permanecer conectado com o objetivo, uma vez que períodos indeterminados podem desencorajar os pacientes. Portanto, é preciso definir a frequência das metas (diário, a cada refeição, semanal…) e por quanto tempo irão durar (por exemplo, três meses).

Mudanças no estilo de vida, ainda que pequenas, não são nada simples de executar por grande parte dos pacientes. Dessa forma, o método SMART pode facilitar a prescrição de um plano mais  individualizado e factível!

Referências bibliográficas
KELLY, J.; SHULL, J. Foundations of Lifestyle Medicine: The Lifestyle Medicine Board Review Manual. 2nd Edition. Americn College of Lifestyle Medicine, 2019.

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