Inatividade física: problema mundial?

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Quando pensamos em hábitos saudáveis e qualidade de vida, sempre pontuamos a importância da prática de exercícios estar incluída na rotina, não é mesmo?!

Mas hoje, vamos falar especificamente sobre como está o cenário mundial de prática de atividade física!

Em 2018, a Organização Mundial da Saúde lançou uma nova ação global cujo foco é o incentivo a prática de atividade física, incluindo novas metas de redução relativa de 15% da prevalência global de inatividade física até 2030 entre adolescentes e adultos.

Ainda, em 2019, a renomada revista The Lancet publicou um artigo no qual os autores descreveram a prevalência atual e as tendências de inatividade física entre adolescentes em idade escolar de 11 a 17 anos por país, região e globalmente. Na pesquisa, foram incluídos dados de 298 pesquisas escolares de 146 países, territórios e áreas, incluindo 1,6 milhão de estudantes de 11 a 17 anos.

Os dados mostraram que globalmente, no ano de 2016, 81,0 % dos estudantes meninos de 11 a 17 anos eram insuficientemente ativos fisicamente e 84 ,7 % entre as meninas. Ainda, embora a prevalência de atividade física insuficiente tenha diminuído significativamente entre 2001 e 2016 entre os meninos (de 80,1% [78,3-81,6 em 2001), não houve alteração significativa para meninas (de 85,1% [83,1 –88,0] em 2001).

A pesquisa também mostrou que a inatividade física não apresenta um padrão claro estratificado por renda do país: a prevalência de atividade insuficiente em 2016 foi de 84,9% (82,6 – 88,2) nos países de baixa renda, 79,3% (77,2 – 2,85) em países de renda média-baixa, 83,9% (79,5-89,2) na renda média-alta e 79,4% (74,0 – 86,2) em países de alta renda. A região com maior prevalência de atividade insuficiente em 2016 foi a região Asiática de alta renda para meninos (89,0%, 62,8-92,2) e meninas (95,6%, 73,7-97,9).

Já as regiões com menor prevalência foram os países ocidentais de alta renda para meninos (72,1%, 71,1-73,6) e o sul da Ásia para meninas (77,5%, 72,8-89,3).

Como análise geral, os dados indicaram que a maioria dos adolescentes não atendem às diretrizes atuais de atividade física.

Resultados semelhantes já tinham sido publicados pela mesma revista em 2018, com a população adulta, ao analisar dados de 358 pesquisas populacionais em 168 países, incluindo 1,9 milhões de participantes que relatam a prevalência de atividade física insuficiente, que incluía atividade física no trabalho, em casa, para transporte e durante o lazer.

De forma geral, a prevalência global padronizada de atividade física insuficiente foi de 27,5% em 2016, com uma diferença entre os sexos acima de 8 pontos percentuais (23,4%, 21,1-30) em homens versus 31,7% (28,6-39,0) em mulheres. Da mesma foram, se as tendências atuais encontradas continuarem, a meta global de atividade física para 2025 (uma redução relativa de 10% na inatividade física) não serão atendidas.

Por isso, medidas de saúde pública como a implementação de políticas e programas eficazes para aumentar a adesão a prática de atividade em adolescentes é de extrema necessidade. Essa ação visa a saúde desta e das futuras gerações jovens, assim como, o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030.

 

 

Referências bibliográficas:

Guthold, R.; Stevens, G. A.; Riley, L. M.; Bull, F. C. Global trends in insufficient physical activity among adolescents: a pooled analysis of 298 population-based surveys with 1·6 million participants. The Lancet: Child and Adolescent Health. Volume 4, Issue 1, P23-35, November 21, 2019.

Guthold, R.; Stevens, G. A.; Riley, L. M.; Bull, F. C. Worldwide trends in insufficient physical activity from 2001 to 2016: a pooled analysis of 358 population-based surveys with 1·9 million participants. The Lancet Global health. Volume 6, Issue 10, September 04, 2018.

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