Gestação e alimentação: pensando em prevenção?

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Hoje trouxemos uma pesquisa conduzida por pesquisadores norte-americanos e publicada na prestigiada revista Nutrients neste ano, que investigou as associações entre os padrões alimentares maternos durante a gravidez e as trajetórias de crescimento na primeira infância e risco de sobrepeso / obesidade nos filhos.

Foram identificados dois padrões alimentares: o padrão fast food (que incluía maior ingestão de frituras, sucos de frutas, maionese e bebidas açucaradas) e o padrão de alimentos processados (que incluía uma maior ingestão de laticínios, molho para salada, carne processada e cereais frios do café da manhã).

Os resultados mostraram que as mulheres com maior aderência ao padrão de fast food eram mais propensos a ter filhos na alta com IMC mais elevado [OR (IC95%) = 1,32 (1,07-1,62); p = 0,008] ou com sobrepeso / obesidade aos quatro anos de idade [OR (IC95%) = 1,31 (1,11-1,54); p = 0,001]. Em contra partida, o padrão de alimentos processados ​​não foi associado com esses resultados.

Ou seja, os dados reforçam a importância de que o padrão alimentar materno durante a gravidez podem contribuir para o rápido crescimento da primeira infância e aumentar o risco de obesidade nos filhos. E vale considerar ainda, que o estudo acompanhou as crianças até os quatro anos de idade e não avaliou a presença de comorbidades. Ainda, temos uma grande lacuna nas evidências científicas que avaliam a longo prazo os efeitos da nutrição materna ao longo a vida. De toda forma, já temos indícios inegáveis de que ter uma boa alimentação durante a gestação é fundamental para a saúde dos filhos.

 

 

Referências bibliográficas:

Hu, Z.; Frances A. Tylavsky, F. A.; Kocak, M.;  et al. Effects of Maternal Dietary Patterns during Pregnancy on Early Childhood Growth Trajectories and Obesity Risk: The CANDLE Study. Nutrients 2020, 12, 465; doi:10.3390/nu12020465.

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