Ferro: a importância do mineral para a saúde

A deficiência de ferro pode levar a uma doença muito comum: a anemia ferropriva, a mais comum de todas as anemias. E nestes casos, a suplementação pode ser uma possibilidade a ser avaliada pela equipe profissional.

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Continuando sobre o assunto de minerais, hoje vamos falar especificamente sobre um mineral essencial ao longo da vida: o ferro.

Segundo os autores do capítulo “Antioxidantes (Vitaminas A, C, D, E)  e minerais (Cobre, Zinco e Selênio)”, do livro “Alimentos funcionais e compostos bioativos”, Glaucia Pastore, Mario Roberto Marostica Junior, Cinthia Baú Betin Cazarin e Juliano Lemos Bicas, os minerais podem ser divididos em macro e micro, de acordo com a necessidade.

Por isso, as recomendações sugeridas de ingestão são variáveis: os Macrominerais devem ser ingeridos em qualidades superiores a 100 mg/dia e microminerais em quantidades inferiores a esse valor.

O ferro está associado a proteínas no corpo humano, sendo distribuído em ferro funcional (composição da hemoglobina, mioglobina, enzimas heme, enzimas não-heme), ferro para transporte (transferrina) e ferro para armazenamento (ferritina e hemossiderina).

A deficiência de ferro pode levar a uma doença muito comum: a anemia ferropriva, a mais comum de todas as anemias. E nestes casos, a suplementação pode ser uma possibilidade a ser avaliada pela equipe profissional.

Em um estudo que avaliou a eficácia do tratamento da anemia ferropriva em lactentes e crianças jovens com Bisglicinato de Ferro (quelatado). No estudo foram incluídos 40 lactentes de 6 a 36 meses de idade, com anemia por deficiência de ferro (hemoglobina <11 g / dL). Os participantes foram pareados e divididos em dois grupos: um grupo recebeu Sulfato Ferroso e o outro recebeu Bisglicinato de Ferro na dose de 5 mg de Fe por kg de peso corporal por 28 dias. Os resultados mostraram que ambos os grupos tiveram aumento significativo na hemoglobina plasmática, porém, o grupo com bisglicinato de ferro (quelatado) apresentou aumento de ferritina podendo indicar melhor biodisponibilidade

E quais as fontes alimentares?

Nos alimentos, o ferro pode ser encontrado de duas formas: nas formas heme e não heme. A forma não heme apresenta menor biodisponibilidade, porém é a mais abundante nos alimentos, em especial nas fontes dietéticas de origem vegetal, tais como coentro, feijão, soja, gergelim, castanha de caju, agrião, alface e almeirão.

Já a forma heme, apresenta maior biodisponibilidade e pode ser encontrada nos alimentos de origem animal, como as carnes vermelha, fígado e demais carnes de aves e peixes.

Mas, para saber mais sobre o assunto, recomendamos conferir o capítulo do livro, que discute detalhadamente os principais macro e micro minerais e o artigo da Nutrição em Pauta!

 

Referências bibliográficas:

 

Pimentel, C. V. de M. B. Minerais: Orgânicos ou Inorgânicos? Qual o mais adequado para suplementação? In: Ver Nutrição em pauta, ano 27, n. 157, agosto, 2019.

Pastore, G.; Marostica Junior, M. R.; Cazarin, C. B. B.; Bicas, J. L. Antioxidantes (Vitaminas A, C, D, E)  e minerais (Cobre, Zinco e Selênio). In: Philippi, S. T. (org.) Pirâmide dos alimentos: fundamentos básicos da nutrição. 3ª. ed. Barueri (SP): Manole, 2018.

PINEDA, O., & ASHMEAD, H. D. (2001). Effectiveness of treatment of iron-deficiency anemia in infants and young children with ferrous bis-glycinate chelate. Nutrition, 17(5), 381–384. doi:10.1016/s0899-9007(01)00519-6

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