Felicidade: qualidade no estilo de vida

Você já parou para pensar sobre o que te deixa realmente feliz?

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Entender o que nos deixa feliz pode ser uma questão bem complexa, afinal a ideia de felicidade está relacionada a vários fatores.

Podemos dizer que existem dois tipos de felicidade:

Hedónica: aquela de curto prazo, envolvendo sentimentos de alegria, prazer e vitalidade.

Eudaimónica: uma noção mais complexa que abrange um senso de propósito, significado e realização na vida.

Ambas refletem o julgamento de como as pessoas estão satisfeitas com as suas vidas e de quão boa é sua qualidade de vida. Sabe-se, por exemplo, que o prazer pode não ser acompanhado de uma sensação de que a vida vale a pena e vice-versa.

Num editorial, o The Lancet, elencou três aspetos relacionados a felicidade: a satisfação com a vida, a felicidade ou tristeza recente e o propósito de vida.

Expandindo o conceito para níveis populacionais e pensando no âmbito de saúde pública, como medir a felicidade? Além das questões ligadas a renda, saúde, educação, o que realmente importa para as pessoas?

O quarto Relatório Mundial de Felicidade, publicado em 2016, teve como objetivo pesquisar e entender o bem-estar subjetivo.

Englobou 157 países e de cada país 1000 residentes. Foi solicitado às pessoas que avaliassem a sua satisfação com a vida (felicidade avaliativa) numa escala de 0 a 10.

Para a maior parte dos participantes a felicidade está relacionada a um bom prognóstico de economia e a expectativa de uma vida saudável. Ou seja, viver mais e viver melhor!

Estudos na área de gerontologia, indicam que a felicidade é um objetivo social desejável e há muitos motivos para promove-lo como um contraponto a depressão, ansiedade e a angústia. O que gera um bem-estar até mesmo em se falar sobre o assunto, embora ausência de depressão não significa que este indivíduo esteja feliz.

Estar feliz pode ser um fator de proteção de doenças e da mortalidade e mesmo os estudos sendo complexos e demorados, há evidências de que uma maior felicidade prediz a sobrevivência entre os idosos, independentemente das outras variáveis que podem estar associadas, incluindo o estado de saúde e a depressão.

Para estes a felicidade está relacionada as conexões pessoais e sociais, promovendo o uso qualitativo do tempo, o que diminui os riscos de depressão e promove a saúde.

Por fim, a felicidade é flexível e pode potencialmente ser modificada objetivando melhorar a saúde e o bem-estar, sendo assim hoje o que te deixa feliz?

 

Referências bibliográficas:

STEPTOE, Andrew. Investing in Happiness: The Gerontological Perspective. Gerontology, [s.l.], p.1-6, 10 set. 2019. S. Karger AG. http://dx.doi.org/10.1159/000501124.

Conway, F. (2019). Older women’s personal lives, health, and happiness. Journal of Women & Aging, 31(5), 365–366. doi:10.1080/08952841.2019.1669867.

The Lancet. (2016). Health and happiness. The Lancet, 387(10025), 1251. doi:10.1016/s0140-6736(16)30062-9

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