Compostos bioativos do mel

Os flavonoides quercetina e kaempferol e seus metabolitos presentes no mel, possuem efeito protetor sobre doenças cardiovasculares.

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Além de aquecer a alma com as doces lembranças e ser utilizado para adoçar alimentos, o mel apresenta propriedades nutricionais importantes, você sabia?

No nosso livro “Alimentos Funcionais e Compostos Bioativos” as autoras Roseane Fett, Ana Carolina de Oliveira Costa e Priscila Missio da Silva discutem os Compostos bioativos do Mel de forma bastante clara à luz das principais evidências científicas.

Um dos principais compostos bioativos apontados pelas autoras são os compostos fenólicos, principalmente as flavanonas, flavonas e flavonóis, encontrados principalmente em méis florais

Os flavonoides, classe de compostos fenólicos com ocorrência natural em néctares e pólens, são hidrolisados no estômago das abelhas, e, posteriormente, transferidos para o mel. Segundo as autoras, o teor de flavonoides daidzeína, apigenina, genistina, luteolina, kaempferol, quercetina e crisina, em méis, têm sido evidenciados em diferentes tipos de estudo com ação redutora da resposta inflamatória em modelos animais, culturas de células e ensaios clínicos.

Já aos flavonoides quercetina e kaempferol, e seus metabolitos presentes no mel, possuem efeito protetor sobre doenças cardiovasculares por meio de diferentes mecanismos, como: melhoria da vasodilatação coronária; diminuição da capacidade de coagulação das plaquetas e inibição da oxidação das lipoproteínas de baixa densidade (LDL).

Além disso, elas ressaltam que o consumo de mel, em comparação com a sacarose, apresentou menor índice glicêmico e “índice incremental de pico” em pacientes diabéticos tipo 1 e indivíduos controles. Ou seja, com ação benéfica para controle da glicemia.

Apesar de existir diversos estudos envolvendo as propriedades nutricionais e medicinais dos méis, as autoras pontuam que eles podem conter compostos tóxicos, como qualquer outro alimento natural, sujeitos à contaminação por antibióticos, pesticidas (insecticidas, fungicidas, herbicidas e bactericidas), metais pesados. Portanto, apesar dos benefícios já atibuídos ao consumo do mel, vale a recomendação de atenção com a certificação do produto a ser consumido. E, para quantidades recomendadas a serem consumidas, sempre buscar orientação profissional.

E se você quer saber mais sobre esse tema, não deixe de conferir o capítulo do nosso livro.

 

Referências bibliográficas:

Fett, R.; Costa, A. C. de O.; da Silva, P. M. Compostos bioativos do Mel. In: Pimentel, C. V. de M. B.; Elias, M. F.; Philippi, S. T. Alimentos funcionais e compostos bioativos.1ª. ed. Barueri (SP): Manole, 2019.

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