Câncer de mama: como a nutrição pode ajudar?

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câncer de mama

Estamos no mês em que acontece uma das principais campanhas de conscientização sobre cuidados preventivos no Brasil: o Outubro Rosa, que fala da importância da prevenção do câncer de mama!

E todas as ações não são para menos: ele é o segundo câncer mais comum em todo o mundo e o mais frequente em mulheres. Para se ter uma ideia, mais de 2 milhões de novos casos foram diagnosticados em 2018. Dados recentes apontam esses números alarmantes estão aumentando nos países em desenvolvimento devido ao aumento da expectativa de vida, urbanização e adoção de estilos de vida ocidentais.

Por outro lado, de acordo com a American Cancer Society, a chance de sobrevivência ao câncer de mama aumentou muito nos últimos 50 anos, passando de 63% em 1960 para 90% atualmente. O diagnóstico precoce com mamografia e os avanços na cirurgia e tratamento adjuvante parecem ser os principais responsáveis.

Contudo, os sobreviventes ainda apresentam grandes riscos de reincidência da doença, mesmo 20 anos depois do diagnóstico inicial. Além disso, pacientes oncológicos têm mais chances de ganhar peso e desenvolver outras comorbidades, como problemas cardiovasculares ou distúrbios metabólicos.

Evidências recentes sugerem que o estilo de vida, incluindo dieta, peso corporal e atividade física, podem estar associados a um maior risco de ocorrência e recorrência desse tipo de câncer.

Dessa forma, os pacientes com câncer de mama precisam ser incentivados a melhorar seus hábitos antes, durante e depois do tratamento a fim de terem melhor sobrevida e qualidade de vida a longo prazo.

Falando especificamente da alimentação, confira o que os estudos científicos mais recentes apontam:

  • A dieta mediterrânea pode ser muito benéfica, pois o grande consumo de vegetais e frutas fornece quantidades consideráveis ​​de polifenóis e fibras, apontados como preventivos contra o aparecimento de células cancerígenas, principalmente pela sua capacidade de evitar processos oxidativos e inflamatórios;
  • Carnes vermelhas e processadas representam fatores de risco devido à presença de ferro heme, à administração de estrogênios ao gado ou aos mutagênicos criados durante o cozimento. Porém, o consumo de carne vermelha não processada parece estar relacionado a uma menor chance de câncer de mama, uma vez que o cozimento em alta temperatura aumenta a formação de compostos potencialmente pró-carcinogênicos.
  • Uma dieta com baixo teor de gordura pode reduzir o risco da doença, uma vez que as gorduras dietéticas aumentam a suscetibilidade a processos inflamatórios e oxidativos.  Além disso, o tipo de gordura dietética consumida também pode influenciar.
  • A ingestão de álcool e a menopausa são associados a um maior risco de ocorrência da doença. Isso acontece independentemente do tipo de bebida alcoólica.
  • A relação entre a soja e o câncer de mama é controversa. Isso porque, enquanto alguns dados apontam que ela tem efeitos oncogênicos, estimulando a proliferação celular em tumores de mama sensíveis ao estrogênio, há evidências que o alimento pode possuir anticancerígenos e propriedades antioxidantes.

Como podemos perceber, a ciência ainda não chegou a um consenso sobre o papel de cada alimento no desenvolvimento ou prevenção do câncer de mama. Sendo assim, especialistas acreditam que um caminho mais efetivo para garantir uma vida mais longa e saudável é adquirir um padrão alimentar equilibrado, além de incorporar bons hábitos à rotina.

Referências bibliográficas:

CICCO, P. de.; CATANI, M. V.; GASPERI, V.; SIBILANO, M.; QUAGLIETAA, M.; SAVINI, I. Nutrition and Breast Cancer: A Literature Review on Prevention, Treatment and Recurrence. Nutrients, 11, 1514, 2019.

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