Blue zones: o segredo da longevidade?

0
130

As populações das Blue Zones conseguiram manter um estilo de vida que favorece o aumento da expectativa de vida.

Dando continuidade ao nosso artigo anterior, vamos falar um pouco mais sobre as características comuns as pessoas das áreas com maior longevidade do mundo: as Blue zones.

A pesquisa teve por objetivo comparar o nível de longevidade da população e as características em comum das populações de quatro áreas geográficas (Ogliastra na Sardenha, Okinawa no Japão, a cidade de Loma Linda na Califórnia, a península de Nicoya na Costa Rica e a ilha de Ikaria na Grécia) onde foram observadas proporções anormalmente elevadas de indivíduos longevos.

Para os autores, o termo Blue Zones ou “zona azul” é dado a essas áreas é definido como uma região limitada onde a população compartilha um estilo de vida e ambiente comuns e cuja longevidade excepcional foi verificada.

Mas, o que essa população das Blue Zones tem em comum capaz de aumentar a expectativa de vida?

Segundo os autores, estas populações conseguiram manter um estilo de vida tradicional, com prática de atividade física que se estende além dos 80 anos, um nível reduzido de estresse e o apoio intensivo da família e da comunidade para os idosos, bem como o consumo de alimentos produzidos localmente.

Nesse sentido, os autores elencaram as condições ideais capazes de limitar os fatores que afetam negativamente a saúde na maioria dessas populações.

São elas:
  1. Movimentar-se naturalmente (no sentido de qualquer atividade física ao ar livre, ex. caminhar ao redor da casa, etc.);
  2. Ter um propósito de vida e conhecê–lo: aquele que faz acordar todas as manhãs e ir em busca de concretizá-lo;
  3. Eliminar o estresse:  encontrar a maneira que cada um tem de fazer isso, adaptando a sua realidade;
  4. Comer menos – regra dos 80%: comer até que se esteja 80% satisfeito, sempre parar antes de se sentir saciado;
  5. Comer menos carne: a base das dietas centenárias são plant based;
  6. Controlar a ingestão de bebidas alcoólicas:  evitar o álcool;
  7. Ter valores: fé; algo em que acreditar, independente de religião;
  8. Colocar a família em primeiro lugar: cultivar o amor;
  9. Estabelecer um convívio social (vida comunitária) com as pessoas de identificação: tribos; sentimento de pertencimento entre os pares.

Para os autores, esses nove pontos são comuns entre as populações das Blue Zones, responsáveis por minimizar os danos provocados pela idade e por elevar o número de pessoas longevas nestas áreas.

Como podemos observar, são características que se já não incorporamos na nossa vida diária, podemos estabelecer como metas para 2019. Por que não?

Mas, comece com uma meta de cada vez. Assim, fica mais fácil de tornar o novo hábito incorporado em uma rotina!

 

Referências bibliográficas:

Poulain, M.; Herm, A.; Pes, G. The Blue Zones: areas of exceptional longevity around the world. Vienna Yearbook of Population Research 2013 (Vol. 11), pp. 87–108.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, digite seu nome