Antioxidantes: entenda sua importância.

Uma maior ingestão dietética e/ou concentrações sanguíneas de antioxidantes têm sido associados à redução do risco de doença cardiovascular, câncer total e mortalidade por todas as causas

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Todos nós já ouvimos falar sobre os antioxidantes e que eles possuem um papel benéfico à saúde, não é mesmo?!

Mas, de fato, o que são os antioxidantes e qual seu papel na saúde?

O nosso organismo é responsável por produzir alguns tipos de antioxidantes, os chamados antioxidantes endógenos. No entanto, não são deles que estamos nos referindo, mas sim, dos antioxidantes exógenos.

Os antioxidantes exógenos receberam grande atenção nos últimos anos devido aos seus potenciais efeitos benéficos para a saúde humana. Isso porque, eles combatem a ação dos radicais livres, que são produzidas no nosso organismo constantemente, principalmente pelo processo de envelhecimento, com uma alimentação inadequada, estresse, privação do sono e em situações de doença. Os antioxidantes estão contidos não apenas nas frutas e vegetais, que são componentes característicos de padrões alimentares saudáveis, mas também, em outros alimentos derivados de plantas, como chá, café e cacau.

Nesse sentido, a avaliação dos hábitos alimentares de uma população e, em particular, a ingestão de antioxidantes e a adesão a padrões alimentares saudáveis ​​é de suma importância.

Estudos epidemiológicos recentes têm demonstrado a associação entre a ingestão de alimentos ricos em antioxidantes e saúde humana. Alguns exemplos de estudos recentes de meta-análise e de coorte mostraram que o alto consumo de alimentos ricos em antioxidantes está associado à diminuição do risco de mortalidade geral e relacionada à doença cardiovascular, certos tipos de câncer, doenças cardiovasculares e distúrbios do humo. É importante ressaltar que várias revisões resumiram e destacaram o papel preventivo dos antioxidantes contidos nas sementes de uva, cacau, folhas de Moringa, café, frutas de amoreira e arroz integral.

Por isso, os estudos com antioxidantes alimentares têm ganhado cada vez mais destaque. No final de 2018, a revista Advances in Nutrition publicou uma revisão sistemática e Meta-análise que incluiu 41 estudos observacionais prospectivos (totalizando uma amostra com 507,251 indivíduos) envolvendo 73.965 casos de mortalidade por todas as causas identificou que a adesão a uma dieta com propriedades antioxidantes elevados pode reduzir o risco de mortalidade por todas as causas. Portanto, o estudo confirma as recomendações atuais que promovem maior ingestão de alimentos ricos em antioxidantes, como frutas e legumes.

Uma outra revisão sistemática e meta-análise de estudos prospectivos pelo American Journal of Clinical Nutrition, incluiu 69 trabalhos sobre consumo alimentar e concentrações sanguíneas de vitamina C, carotenóides e vitamina E e o risco de doença cardiovascular, câncer total e mortalidade por todas as causas. Os resultados foram semelhantes ao estudo anterior: uma maior ingestão dietética e/ou concentrações sanguíneas de vitamina C, carotenóides e α-tocoferol (como marcadores da ingestão de frutas e vegetais) foram associados à redução do risco de doença cardiovascular, câncer total e mortalidade por todas as causas. Portanto, esses resultados também apoiam as atuais recomendações para aumentar a ingestão de frutas e hortaliças.

Embora os estudos deixem claro que mais evidências de estudos epidemiológicos e experimentais são necessárias para caracterizar melhor os antioxidantes que podem exercer efeitos benéficos para a prevenção de doenças crônicas associadas ao estresse oxidativo e à inflamação, já está bem estabelecido o papel do consumo de antioxidantes pela alimentação em promover um estado de saúde e a prevenção de doenças e até mortalidade.

Obviamente, as recomendações são individuais e cada pessoa apresenta necessidades específicas. Mas, frutas, verduras e legumes, fazem parte de uma alimentação adequada para todos!

 

 

Referências bibliográficas:

Aune, D. et al.; Dietary intake and blood concentrations of antioxidants and the risk of cardiovascular disease, total cancer, and all-cause mortality: a systematic review and dose-response meta-analysis of prospective studies. Am J Clin Nutr. 2018 Nov 1;108(5):1069-1091. doi: 10.1093/ajcn/nqy097.

Jayedi, A. et al. Dietary Antioxidants, Circulating Antioxidant Concentrations, Total Antioxidant Capacity, and Risk of All-Cause Mortality: A Systematic Review and Dose-Response Meta-Analysis of Prospective Observational Studies. Adv Nutr. 2018 Nov 1;9(6):701-716. doi: 10.1093/advances/nmy040.

Giuseppe, G. Dietary Antioxidants and Prevention of Non-Communicable Diseases. Antioxidants (Basel). 2018 Jul; 7(7): 94.

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