Ansiedade em idosos?

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Quando pensamos em pessoas com ansiedade, logo imaginamos indivíduos jovens e que acumulam diferentes funções em meio ao caos, certo?

Pois bem! No texto de hoje, vamos abordar esse tema tão atual e vermos de que forma a ansiedade também está presente entre os idosos.

Isso se deve, sobretudo, em virtude das diferentes condições em que os idosos são expostos refletindo em distúrbios afetivos, como: morar sozinho, tamanho e dinâmica da família, estrutura familiar.

Os transtornos de ansiedade não são facilmente reconhecidos e em geral, são mal diagnosticados. Consequentemente, esses indivíduos podem não receber o tratamento adequado, sofrendo uma perda da qualidade de vida e da capacidade social.

Por isso, um estudo publicado na revista Nutrients, avaliou a associação entre hábitos alimentares, consumo de energia e sintomas de ansiedade em 1128 idosos gregos (com mais de 50 anos) sem doença cardiovascular preexistente (DCV) ou qualquer outra doença crônica.

Clinicamente, quais são os resultados da ansiedade em idosos?

Uma das implicações mais recorrentes na literatura refere-se ao comprometimento cognitivo dos idosos e, muito embora a relação entre ansiedade e cognição ainda seja incerta, o caminho parece ser esse: de que a ansiedade associa-se ao declínio cognitivo, mais especificamente na memória espacial e verbal.

Algumas outras doenças crônicas, como distúrbios gastrointestinais (por exemplo, síndrome do intestino irritável), diabetes e distúrbios da tireoide também têm sido relacionados a distúrbios de ansiedade.

E qual o papel da dieta entre essa população?

Embora a ansiedade seja desencadeia por diferentes causas e principalmente relacionada a aspectos psicológicos, sociais e biológicos, em populações mais velhas, a ciência ainda busca encontrar a resposta a essa pergunta.

No entanto, os pesquisadores identificaram que um padrão alimentar caracterizado por gorduras saturadas e açúcares adicionados parece estar relacionado à maior ansiedade em idosos avaliados no estudo (residentes na Grécia), enquanto a ingestão de energia não mostrou relação com a ansiedade.

            Esses achados reforçam ainda mais a hipótese de que no final do dia, um fator importante é o padrão alimentar que o indivíduo mantém (e não apenas o total de energia que ele consumiu).

Por exemplo, um padrão alimentar caracterizado pelo consumo de vegetais, frutas, carne, peixe e alimentos integrais tem sido relacionado a um menor risco de um diagnóstico de ansiedade, enquanto um padrão alimentar ocidental caracterizado pelo consumo de alimentos como carnes e açúcares têm sido associados a mais sintomas psiquiátricos.

 

Referências bibliográficas:

Masana, M. F.; et al. Dietary Patterns and Their Association with Anxiety Symptoms among Older Adults: The ATTICA Study. Nutrients, 11(6), 1250, 2019. doi:10.3390/nu11061250 

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