A importância do sono para a saúde

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Todos nós sabemos o que sentimos após uma noite mal dormida ou quando passamos por algum período de privação do sono. Seja o cansaço refletido ao longo do dia, a falta de concentração e até mesmo, a exaustão física e mental após um período dormindo mal.

Mas, a importância do sono vai além do que sentimos. Ele está relacionado não apenas com nosso bem estar, mas com o risco de desenvolvermos doenças.

Por isso, ele é um dos pilares da medicina do estilo de vida e tão importante estarmos atentos ao nosso padrão de sono.

Vamos ver alguns resultados importantes de pesquisas para entendermos melhor.

Uma pesquisa publicada no Journal of American Heart Association que envolveu 1344 indivíduos com Síndrome Metabólica (SM) acompanhados por 16 anos em média, avaliou se a duração do sono modificava o efeito da síndrome metabólica na mortalidade por todas as causas e por doenças cardiovasculares. Os resultados mostraram que o risco de mortalidade associado à SM é aumentado naqueles com baixa duração do sono (< 6 horas). Portanto, dormir mais do que seis horas por dia, diminuiu o risco de mortalidade nesta população.

Uma outra pesquisa publicada pela Neurology, investigou se a qualidade do sono estaria envolvida com fatores envolvidos na Doença de Alzheimer (DA) em 101 indivíduos idosos com cognição normal. O auto relato de um sono ruim, indicados pela piora da qualidade do sono, mais problemas associados ao sono, e sonolência diurna foram associados a maiores fatores de risco para Doença de Alzheimer, indicando que as estratégias eficazes para melhorar a saúde do sono é uma intervenção precoce é importante para diminuir os riscos para desenvolvimento da Doença de Alzheimer.

Em crianças também existem resultados interessantes. Uma pesquisa conduzida no Reino Unido com 4525 crianças com idade entre 9 e 10 anos, avaliou a duração do sono e marcadores de risco para o desenvolvimento de Diabetes Mellitus tipo 2. Os dados mostraram uma relação inversa entre duração do sono, adiposidade e marcadores para risco de diabetes, ou seja, quanto maior a duração do sono, menor o índice de gordura corporal, menor a glicemia de jejum e a resistência a insulina.

Mas, intervenções no sono também apresentam resultados?

Segundo uma pesquisa publicada pelo American Journal of clinical Nutrition conduzida por pesquisadores do Reino Unido, sim. Veja que interessante. Os pesquisadores conduziram um protocolo de intervenção para o grupo de extensão do sono (21 indivíduos), aumentando a duração do sono e fornecendo informações sobre higiene e comportamento do sono para o grupo intervenção. Em contrapartida, o grupo controle (21 indivíduos) manteve o sono curto habitual. Também avaliaram a qualidade da dieta, atividade física e saúde cardiometabólica. O grupo que recebeu a intervenção do sono, aumentou significativamente o tempo na cama, o período de sono e a duração do sono quando comparados ao grupo que não recebeu a intervenção. E o mais interessante é que a extensão do sono levou a redução da ingestão de açúcares livres. Portanto, aumentar e melhorar a qualidade do sono pode ser uma estratégia viável para adesão de hábitos alimentares mais saudáveis.

Outras evidências sugerem que a curta duração do sono pode ser um fator de risco modificável para a obesidade, ainda que as investigações sejam iniciais.

 

 

Referências:

Fernandez‐Mendoza, J., He, F., LaGrotte, C., Vgontzas, A. N., Liao, D., & Bixler, E. O. (2017). Impact of the Metabolic Syndrome on Mortality is Modified by Objective Short Sleep Duration. Journal of the American Heart Association, 6(5), e005479.doi:10.1161/jaha.117.005479

Sprecher, K. E., Koscik, R. L., Carlsson, C. M., Zetterberg, H., Blennow, K., Okonkwo, O. C., … Bendlin, B. B. (2017). Poor sleep is associated with CSF biomarkers of amyloid pathology in cognitively normal adults. Neurology, 89(5), 445–453.doi:10.1212/wnl.0000000000004171

Rudnicka, A. R., Nightingale, C. M., Donin, A. S., Sattar, N., Cook, D. G., Whincup, P. H., & Owen, C. G. (2017). Sleep Duration and Risk of Type 2 Diabetes. Pediatrics, 140(3), e20170338. doi:10.1542/peds.2017-0338

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