Demência: Plano de ação global

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Na última semana, foi publicada o Plano de ação global sobre demência (2017-2025), da Organização Mundial da Saúde.

Mas, o que é demência?

Demência é uma síndrome (crônica ou progressiva), em que ocorre a deterioração da função cognitiva, de forma mais acentuada do que ocorre com o processo de envelhecimento normal. Sendo assim, ela pode afetar a memória, o pensamento, a orientação, a compreensão, a capacidade de aprendizagem e a linguagem, mas, a consciência não é afetada. É uma das principais causas de incapacidade de pendência entre os idosos.

Para entendermos a importância dessa síndrome, aproximadamente 50 milhões de pessoas sofrem de demência no mundo todo, sendo que cerca de 60% vive em países de baixa e média renda e, por ano, ocorrem aproximadamente 10 milhões de novos casos.

Em virtude da importância dessa síndrome, a OMS desenvolveu um conjunto de diretrizes que fazem parte do Plano de ação global sobre demência, de forma a orientar os países na criação e operacionalização de um plano para a demência. Este plano faz parte também, aos objetivos de desenvolvimento do milênio da OMS.

Neste sentido, estas novas diretrizes da OMS sobre redução de risco de declínio cognitivo e demência fornecem recomendações baseadas em evidências científicas sobre intervenções para reduzir fatores de risco modificáveis para demência, como inatividade física e dietas pouco saudáveis, bem como, controle de condições médicas relacionadas à demência, incluindo hipertensão e diabetes.

Além das propostas para o planejamento dos países, o material traz importantes informações a respeito da redução dos riscos para o desenvolvimento de demência, sobretudo porque evidências científicas sugerem uma inter-relação entre demência e fatores de risco relacionados ao estilo de vida.

E quais seriam os fatores de risco?

  • Inatividade física
  • Obesidade
  • Dietas desequilibradas;
  • Uso de tabaco;
  • Uso nocivo de álcool;
  • Diabetes mellitus
  • Hipertensão.

 

Outros fatores de risco potencialmente modificáveis são mais específicos da demência e incluem isolamento social, baixo nível educacional, inatividade cognitiva e depressão na meia-idade.

Portanto, a redução da exposição dos indivíduos a esses fatores de risco potencialmente modificáveis, com início ainda na infância e se estendendo por toda vida, pode fortalecer a capacidade dos indivíduos e populações de fazer escolhas mais saudáveis e seguir padrões de estilo de vida que promovam a boa saúde.

Além disso, segundo as novas diretrizes, as seguintes medidas podem reduzir o risco de declínio cognitivo e demência:

  • Aumento da atividade física;
  • Prevenção e redução da obesidade;
  • Promoção de dietas equilibradas e saudáveis;
  • Cessação do tabagismo e uso nocivo do álcool;
  • Engajamento social, promoção de atividades estimulantes cognitivas e de aprendizagem;
  • Prevenção e controle de diabetes, hipertensão e depressão, especialmente na meia-idade.

 

Ou seja, as medidas para redução do risco de demência vão de encontro ao que estamos discutindo ao longo de todo o mês com os pressupostos da Medicina do estilo de Vida, não é mesmo?!

Isso só reforça a ideia de que adotar um estilo de vida saudável está cada vez mais sendo incorporado nas diretrizes sobre prevenção de doenças e promoção de saúde e o quanto esse tema é importante nos dias atuais!

 

Referências bibliográficas:

Global action plan on the public health response to dementia 2017–2025. Geneva: World Health Organization; 2017. Licence: CC BY-NC-SA 3.0 IGO.

World Health Organization. Dementia. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dementia. Acesso em: 19/05/2019.

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