Mirtilo, microbiota intestinal e obesidade: qual a relação?

Dietas com alta teor de gordura associado a suplementação de mirtilos em pó, foi eficiente na alteração da microbiota intestinal, associadas a melhorias na inflamação sistêmica e na sinalização da insulina, em ratos.

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A obesidade é um assunto amplamente discutido em diferentes áreas. Diferentes abordagens têm sido empregadas para estudar tanto o tratamento quanto sua prevenção e, assim, auxiliar nas condutas terapêuticas e preventivas.

Um estudo publicado pelo The Journal of Nutrition, em que os pesquisadores buscaram verificar se a suplementação com mirtilos afetaria a microbiota intestinal, reduziria a inflamação sistêmica e melhoraria a resistência a insulina em ratos com dieta com alto teor de gordura.

O artigo analisou 24 animais, divididos em grupos que consumiram uma dieta com baixo teor de gordura (10% de gordura), e outro grupo com alto teor (45% de gordura) e um terceiro grupo que consumiu alto teor de gordura com suplementação de mirtilo em pó por 8 semanas. Os resultados indicaram que a dieta rica em gordura com suplementação de mirtilo alterou a microbiota intestinal levando a um aumento de Gammaproteobacteria comparado às demais dietas. Essa melhora na composição da microbiota está associada a melhorias na inflamação sistêmica e na sinalização da insulina.

Embora os resultados sejam positivos, eles referem-se a um estudo em animais, portanto, ainda não são passíveis de serem extrapolados para humanos. No entanto, já é um bom início de novas perspectivas para o tratamento da obesidade, condição esta, também caracterizada por estado de inflamação sistêmica. Vamos acompanhar o desenvolvimento da ciência para futuras aplicações na prática clínica.

 

 

Referências bibliográficas:

Lee, S.; Keirsey, K. I.; Kirkland, R.; Grunewald, Z. I.; Fischer, J. G.; de La Serre, C. Blueberry Supplementation Influences the Gut Microbiota, Inflammation, and Insulin Resistance in High-Fat-Diet–Fed Rats. J Nutr 2018;148:209–219.

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