Luteína e saúde: o que dizem os estudos?

A luteína se qualifica como um poderoso antioxidante e muitos estudos apoiam seus efeitos favoráveis na saúde ocular.

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Os compostos bioativos figuram entre os temas mais discutidos aqui no portal. Isso porque, além de ser uma área, que nós, aqui no portal, gostamos de discutir, nos aprofundamos no assunto e ainda é um tema de ampla relevância para a nutrição. Por isso, trouxemos mais um artigo sobre a luteína e os desfechos na saúde ocular e demais efeitos na saúde.

A luteína é um carotenóide com propriedades anti-inflamatórias e tem sido relacionada a vários efeitos benéficos, especialmente na saúde ocular, principalmente, a luteína é conhecida por melhorar ou mesmo prevenir a degeneração macular relacionada à idade, que é a principal causa de cegueira e deficiência visual. Além disso, evidências mais recentes têm relatado que a luteína também pode ter efeitos positivos em diferentes condições clínicas, melhorando a função cognitiva, diminuindo o risco de câncer e melhorando as medidas de saúde cardiovascular.

Trata-se de uma revisão da literatura, publicada na revista Nutrients, que analisaram estudos observacionais (que investigaram a ingestão de luteína por meio do consumo de alimentos) e de intervenção (que avaliaram a eficácia da suplementação de luteína).

De forma geral, os resultados mostraram que o consumo sustentado de luteína, seja por meio de dieta ou suplementação, pode contribuir para reduzir a carga de várias doenças crônicas. No entanto, há também dados conflitantes sobre a eficácia da luteína na indução de efeitos favoráveis ​​à saúde humana e não há dados homogêneos sobre a dosagem mais apropriada para a suplementação diária de luteína. Por exemplo, ficou evidente em três estudos analisados que a suplementação de luteína com 20 mg/dia não foi mais eficaz do que a dose de 10 mg/dia em relação a melhora do desempenho visual.

Portanto, os autores indicam que a luteína se qualifica como um poderoso antioxidante e muitos estudos apoiam seus efeitos favoráveis na saúde ocular. Além disso, a luteína apresentou efeitos benéficos em outros tecidos, especialmente no cérebro, onde foi associado a um melhor desempenho cognitivo. Nesse sentido, indicam que além de uma alta ingestão de luteína e uma dieta rica em frutas e vegetais, a sua suplementação também pode ser encorajada, particularmente em idosos e em indivíduos com alto risco de diferentes condições clínicas.

Claramente, trata-se de um estudo de revisão da literatura, portanto, muitas ressalvas devem ser consideradas em relação às suas limitações, principalmente, a existência de dados conflitantes que precisam ser elucidados por ensaios clínicos randomizados com grandes coortes da população em geral. Além disso, a maioria dos resultados disponíveis foram obtidos de ensaios clínicos com duração inferior a 1 ano, o que pode estar relacionado a um intervalo de tempo que não seja suficiente para mostrar efeitos favoráveis significativos (ou não!); portanto, os autores ressaltam a importância de estudos com maior duração para melhor elucidar o possível papel favorável da luteína na saúde humana.

E nós aqui do portal, reforçamos sempre o importante papel do profissional em analisar os dados e aplicar na sua rotina diária, especialmente em relação a suplementação, buscando doses seguras e adequadas individualmente. Moderação e ciência, sempre.

Alguns alimentos ricos em luteína são:

  • Acelga
  • Agrião
  • Brócolis
  • Couve
  • Espinafre
  • Mostarda
  • Rúcula

 

 

 

Referências bibliográficas:

Buscemi, S., Corleo, D., Di Pace, F., Petroni, M., Satriano, A., & Marchesini, G. (2018). The Effect of Lutein on Eye and Extra-Eye Health. Nutrients, 10(9), 1321.

Nachtigall, A.M., Stringheta, P.C, Fidelis, P.C., Nachtigall, F.M. – Determinação do Teor de Luteína em Hortaliças. – B.CEPPA, Curitiba v.25, n.2, p.181-192 jul/dez, 2007.

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