Consumir abacate previne doenças cardiovasculares?

O consumo de abacate foi associado ao aumento do HDL colesterol, um importante fator de prevenção a saúde cardiovascular.

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Não é de hoje que uma das principais orientações nutricionais se referem aos tipos de gorduras dos alimentos, não apenas para que o consumo de gorduras esteja equilibrado na alimentação saudável mas principalmente, para que ocorra um consumo de gorduras de melhor qualidade, como as gorduras insaturadas (poli e monoinsaturadas), diminuindo assim, o risco para doenças associadas, como a doenças cardiovasculares. Estas orientações estão embasadas em guidelines e guias de sociedades, como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia, nas diretrizes sobre óleos e gorduras e, em diferentes artigos científicos já amplamente divulgados na comunidade científica.

As gorduras não são vilãs, elas devem ser ingeridas por meio dos alimentos (castanhas, abacate, por exemplo) ou acrescentadas nas preparações (por meio dos óleos e azeites), pois são importantes para o desempenho de funções no organismo, como por exemplo, o transporte de vitaminas e a formação de hormônios.

Em recente estudo publicado pelo American Journal of Clinical Nutrition, os pesquisadores analisaram o efeito do consumo de abacate no risco de doença cardiovascular por meio de uma revisão sistemática da literatura e meta análise. Foram analisados 18 estudos (todos de intervenção), totalizando 481 indivíduos; desses 18 estudos, 10 foram incluídos na meta-análise e 8 na análise qualitativa. A meta-análise evidenciou os seguintes resultados: a ingestão de abacate aumentou significativamente HDL-colesterol; não houve diferença significativa entre a ingestão de abacate e o grupo que não consumiu para: colesterol total sérico, LDL-colesterol, triglicérides e para as razões de colesterol total para HDL-colesterol e LDL-colesterol para HDL-colesterol, assim como, para peso corporal. Na análise qualitativa, também não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos que consumiram abacate e os grupos que não consumiram para glicose plasmática, LDL oxidado, HOMA (Modelo de avaliação da homeostase), proteína c-reativa, apolipoproteína B, Índice de Massa Corporal, pressão arterial sistólica e diastólica, complacência arterial, interleucina 6, fibrinogênio, fator de necrose tumoral α, e óxido nítrico sérico. Os autores concluem que a ingestão de abacate aumentou a concentração sérica de HDL-colesterol, no entanto, nos demais parâmetros de fatores de risco para doenças cardiovasculares, não foram encontrados resultados com diferenças significativas e que mais estudos devem ser realizados sobre a temática.

Nesse sentido, embora a ingestão isolada de abacate não apresentar associações significativas em diferentes parâmetros de fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, apresentou uma ação benéfica sobre o HDL-colesterol, bastante importante na modulação deste parâmetro por meio da alimentação. Obviamente, deve ser consumido e indicado em quantidades adequadas e individualizadas para cada pessoa. E claro, não existe alimento milagroso, mas sim um estivo de vida ativo e saudável. Consulte sempre um nutricionista.

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